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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Francischini desiludido?

Equipe BR Político

O presidente da CCJ na Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), adotou o estilo do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) no Twitter. Após marcar uma sessão extraordinária para discutir uma PEC parada há mais de um ano sobre prisão decorrente de condenação em segunda instância, concorrendo com a sessão prevista nesta quinta, 17, no STF sobre o mesmo tema, ele escreveu que “picuinhas e amadorismos não podem ser maiores que os interesses do Brasil”. Ele acrescenta que não foi eleito para se esconder em “momentos importantes”.

A previsão é de que os ministros defendam o cumprimento da pena depois do trânsito em julgado dos processos – seja no STJ ou STF – revendo o entendimento atual. Caso esse resultado seja alcançado, seria uma derrota para o grupo lavajatista de Francischini.

Como você leu aqui no BRP, a proposta terá de enfrentar um périplo ritualístico até ser votada, com baixa possibilidade de ser levada a plenário ainda neste ano. Mesmo assim, o autor da PEC, Alex Manente (Cidadania-SP), pediu pressa.

A prisão após condenação em segunda instância também consta no pacote anticrime proposto pelo ministro Sérgio Moro, mas foi rejeitada pelo grupo de trabalho que analisa o projeto sob o argumento de que a mudança só poderia ocorrer via PEC. A partir daí, Francischini abraçou a proposta de Manente.