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por Marcelo de Moraes

Fretadores de ônibus protestam contra governo Doria

Equipe BR Político

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Um comboio com cerca de 100 ônibus de empresas que oferecem serviço de fretamento de viagens por meio de aplicativos protestou nesta quarta, 28, perto do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. A principal reclamação dos manifestantes é contra propostas em consulta pública da Agência de Transportes do Estado (Artesp) para obrigar que os passageiros que optam por usar os aplicativos comprem o “circuito fechado”, que seria a imposição de comprar ida e volta e não apenas um dos trechos.

O CEO da Buser, Marcelo Abritta, da maior plataforma do segmento no Brasil, acrescenta um segundo ponto à discussão. “Todos estão indignados com a iniciativa da Artesp porque as medidas tratam as empresas como se fossem clandestinas, o que não é verdade. Além disso, a venda do circuito fechado causa uma ociosidade de cerca de 30% dentro dos ônibus, o que é uma perda de receita que inviabiliza a operação”, afirma o empresário por meio de nota. A empresa é cotada para se tornar, ainda neste ano, um unicórnio (nome dado às startups cujo valor alcança US$ 1 bilhão).

Segundo a Buser, as empresas tradicionais de transporte rodoviário têm atuado junto a Artesp para inviabilizar o novo modelo de negócios.

A Artesp afirmou em nota que “a consulta pública aberta é, exclusivamente, para receber contribuições para o serviço de fretamento eventual e contínuo, que por força de decreto deve acontecer em circuito fechado – de ida e volta”.  Também diz que “tem a obrigação de garantir a segurança e acesso regular e continuo dos usuários do transporte intermunicipal. Além disso, é responsável pelo regramento e fiscalização dos serviços prestados. Dessa forma, age dentro da lei em defesa do usuário, que precisa ter um serviço eficiente de acesso a todos os lugares, com regularidade de rotas e de horários de saída”.

 

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