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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fundeb vira nova dor de cabeça para Guedes

Vera Magalhães

O acordo que vai sendo construído no Congresso para a nova configuração do Fundeb, o fundo que é a principal fonte de financiamento da educação básica e cuja validade atual expira no fim deste ano, é a mais nova dor de cabeça para o ministro Paulo Guedes (Economia), que coleciona derrotas e controvérsias neste início de ano.

A proposta que vai prevalecendo até aqui, por absoluta ausência do Executivo na negociação política do novo modelo de financiamento, dobra o valor que a União terá de destinar ao Fundeb: de 10% para 20%, com crescimento escalonado ano a ano ao longo de seis anos.

A proposta defendida pelo MEC, mas que nem chegou a ser enviada ao Congresso, era estabelecer um teto de 15%, com aumento também escalonado ao longo dos anos.

Houve um pedido de vista e a proposta de emenda à Constituição voltará a ser discutida depois do Carnaval. Até lá, Guedes está sendo instado a entrar diretamente na negociação com o Congresso, uma vez que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, não tem mais nenhum canal de interlocução com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, nem com as bancadas.

Além disso, o tema é considerado muito técnico para ser tratado pelos militares do Palácio do Planalto, e muito sensível ao equilíbrio fiscal para que a equipe econômica se exima de tratá-lo.