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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fux ‘total flex’

Vera Magalhães

A liminar concedida por Luiz Fux no pedido feito por Flávio Bolsonaro (PSL0RJ), suspendendo as investigações sobre Fabrício Queiroz, é a segunda mudança de opinião radical do ministro em pouco tempo. A primeira foi no caso Cesare Battisti: Fux, que havia concedido liminar proibindo a extradição do terrorista em abril de 2017, determinou sua prisão em dezembro de 2018 e recomendou a extradição.

Agora, o ministro se contradiz sobre a extensão do foro privilegiado. Ele foi um dos que, com a maioria, votaram no ano passado para limitar o alcance do foro a fatos concernentes ao mandato. Flávio Bolsonaro ainda não assumiu a cadeira no Senado que lhe dará foro no STF –única justificativa para levar o caso à corte. Ademais, não se tem nem a informação concreta de que ele é investigado. / V.M.