Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Gabinete do ódio’ e Carlos ajudam a fazer pronunciamento de Bolsonaro

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

Na calada da tarde, sem conhecimento dos auxiliares do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro preparou seu pronunciamento de ontem à noite com o apoio do filho Carlos Bolsonaro e demais integrantes do chamado “gabinete do ódio”, como informa o Estadão, surpreendendo muitos dos aliados. Como você leu aqui no BRP, o comunicado em cadeia nacional pediu o fim do confinamento em massa e a volta dos estudantes às escolas, uma vez que, no seu entendimento, não há lógica de mantê-los em casa porque o novo coronavírus atinge mais idosos que jovens. Pelo mesmo motivo, o Twitter apagou postagem do ministro Ricardo Salles com vídeo do médico Drauzio Varella, criticado por Bolsonaro na mensagem, em que ele afirma não haver motivo de pânico em janeiro deste ano, quando o mundo não era regido pelas recomendações da OMS contra a pandemia decretada em 11 de março. Na mesma tarde, o presidente Donald Trump defendera a volta à normalidade nos EUA até a Páscoa, justo quando a entidade alertava sobre o risco de os Estados Unidos serem o novo epicentro da pandemia no mundo. Não demorou para que Bolsonaro fizesse o mesmo, com sua dose de cinismo, conforme analisa a editora do BRP, Vera Magalhães, em sua coluna para o Estadão.