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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Gabinete do ódio’ é financiado com dinheiro público, diz Joice

Equipe BR Político

Em audiência na CPMI das fake news, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que o chamado “gabinete do ódio” é financiado com dinheiro público. A parlamentar diz que os valores destinados às ações do grupo chegam a cerca de R$ 491 mil por ano aos cofres públicos. “Há, infelizmente, dinheiro público por trás disso”, disse. Segundo ela, os ataques coordenados ao alvo da vez são orquestrados, principalmente, pelo filho “03” do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e assessores, como o de assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, e Tercio Arnaud, José Matheus e Mateus Diniz. A deputada também afirmou que a rede de disseminação dos ataques virtuais envolve 1,87 milhão de robôs, que seriam seguidores de perfis oficiais da família Bolsonaro nas redes sociais – 1,4 milhão do perfil de Jair Bolsonaro e 468 mil do de Eduardo.

Segundo Hasselmann, um único disparo por robôs custa, em média, R$ 20 mil. “De maneira, digamos, legal, comprovável imediatamente, (são destinados) praticamente meio milhão de reais, de dinheiro público, a perseguir desafetos. Essa é a função do ‘gabinete do ódio (…) Nós estamos falando de crime. Caluniar, difamar e injuriar são crimes previstos no Código Penal”, disse a deputada, que também foi alvo de ataques de bolsonaristas. Ela afirmou que a polícia já está atuando no caso, e mencionou indiretamente o caso do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), que teria se desfeito de um computador.

Apresentação da deputada Jocie Hasselmann em audiência na CPMI das fake news no dia 4 de dezembro de 2019. Foto: Reprodução / TV Senado