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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

General Heleno sai em defesa da Abin

Gustavo Zucchi

Após o ex-secretário-geral Presidência Gustavo Bebianno, afirmar que Carlos Bolsonaro propôs a criação de uma “Abin paralela” para investigar desafetos de seu pai, Jair Bolsonaro, o atual ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, defendeu a entidade. “ABIN é uma instituição de Estado, apolítica e apartidária, subordinada ao GSI. Seus funcionários são concursados e realizam um ótimo trabalho, anônimo e sigiloso por razões óbvias”, disse. Ele também enalteceu o trabalho de Alexandre Ramagem, delegado da PF nomeado por ele para o comando do órgão.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno Foto: adriano Machado/Reuters

Na última segunda-feira, em entrevista para o Roda Viva da TV Cultura, Bebianno afirmou que Carlos queria criar uma espécie de órgão e investigação paralelo e que coube ao então secretário de Governo Carlos Alberto Santos Cruz barrar a iniciativa. Ele afirmou que um delegado da Polícia Federal era cotado ao cargo pelo filho do presidente, mas não citou nenhum nome.