Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ghosn: ‘Não fugi da justiça, mas de uma perseguição’

Cassia Miranda

Na primeira declaração pública após fugir do Japão para o Líbano, o ex-presidente da Renault-Nissan Carlos Ghosn concedeu, na manhã desta quarta-feira, 8, uma entrevista coletiva em que se defendeu das acusações feitas pela justiça japonesa. “Eu senti que eu era refém de um país ao qual eu servi”, disse ele se referindo ao Japão.

A declaração à imprensa foi realizada em Beirute, capital libanesa, onde ele está desde a fuga. No total, foram 405 dias de detenção. “Pela primeira vez desde que esse pesadelo começou eu posso me defender”, afirmou o brasileiro. Ele apresentou documentos para se defender das acusações e afirmar que os argumentos da justiça japonesa são uma “farsa”.

O ex-todo poderoso da indústria automotiva deu detalhes de como foi sua prisão e do período em que esteve detido na solitária. Segundo Ghosn, ele “não fugiu da justiça”, mas sim de uma “perseguição política e da injustiça” que estava sofrendo. Ghosn nasceu e viveu no Brasil até os seis anos de idade. Além de ser brasileiro, ele também tem cidadanias francesa e libanesa.

Horas antes da coletiva, a defesa de Ghosn divulgou um comunicado afirmando que a montadora japonesa “adultera a verdade” ao afirmar que realizou uma “robusta e cuidadosa investigação interna” sobre os supostos crimes do ex-chefe da aliança Renault-Nissan.

Tudo o que sabemos sobre:

Carlos GhosnJapãoLíbanoRenault-Nissan