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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ghosn ressentido com Bolsonaro

Equipe BR Político

Protagonista de uma fuga que teria envolvido jatos alugados de uma empresa turca, especialistas em segurança e até uma caixa de instrumento musical como esconderijo, o ex-presidente da aliança Renault-Nissan Carlos Ghosn expressou ressentimento com o presidente Jair Bolsonaro sobre sua situação delicada em entrevista ao jornalista Fernando Scheller, do Estadão:

“Eu tinha muita esperança, porque em um certo momento o presidente Jair Bolsonaro ligou para minha irmã, Claudine, e disse palavras de apoio. E foi o Paulo Guedes (ministro da Economia) que nos ajudou muito (na aproximação com o Bolsonaro). Nós conhecemos o Guedes há muito tempo. Mas, em certo momento, quando o presidente Bolsonaro veio para o Japão, eu não ouvi nada. Ele disse à imprensa brasileira que durante a visita não falou do meu caso porque não quis incomodar os japoneses. Então, foi uma decepção da minha parte. Mas entendi que a posição do presidente, que no início foi de compaixão e ajuda, foi influenciada pelo ministro das Relações Exteriores (Ernesto Araújo), que disse para ele não aborrecer os japoneses. É uma pena. Foi a opinião dele que prevaleceu. É uma pena. Eu sou um cidadão brasileiro – e o cidadão brasileiro frente aos japoneses não conta muito.”

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