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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Gilmar associa ações de Moro na Lava Jato a tortura

Equipe BR Político

Em mais uma série de críticas à força-tarefa da Operação Lava Jato, o ministro Gilmar Mendes associou os pedidos de prisão do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba a métodos de tortura. A declaração foi dada nesta quarta, 2, enquanto votava a favor de critérios para que o entendimento de que réus delatados (alvo de acusação) falem depois de réus delatores não abra brechas para a anulação de condenações da Lava Jato. Na mesma fala, ainda acrescentou que quem defende tortura “não pode ter assento nesta Corte”, em alusão à possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro indicar Moro para ser ministro do STF.

Ministro Gilmar Mendes durante sessão do Supremo Tribunal Federa

Ministro Gilmar Mendes durante sessão do Supremo Tribunal Federal. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

“Hoje se sabe de maneira muito clara, e o (caso) Intercept (site que revelou mensagens privadas de Moro e procuradores) está aí para provar, que usava-se prisão provisória como elemento de tortura. Custa-me dizer isto no plenário. E quem defende tortura não pode ter assento nesta Corte constitucional. O uso da prisão provisória era com essa finalidade. E isto aparece hoje. Feitas por gente como Dallagnol (Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba). Feitas por gente como Moro. É preciso que se saiba disso. O Brasil viveu uma fase de trevas. O resumo é: ninguém pode combater crime cometendo crime”, disparou.