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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Gleisi sobre pacote de Guedes: ‘Falta dinheiro para os mais pobres’

Equipe BR Político

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, afirmou nesta terça, 16, no site do partido, que o pacote de medidas anunciado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na segunda-feira, 16, para combater os efeitos da epidemia do coronavírus é insuficiente. “Faltaram medidas de proteção ao emprego e dinheiro para os mais pobres e vulneráveis”, disse. 

A presidente Nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR)

A presidente Nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR) Foto: Dida Sampaio/Estadão

No pacote anunciado pelo Ministério da Economia, o governo injetará R$ 147,3 bilhões nos próximos três meses em medidas emergenciais. Entre elas, haverá a antecipação da primeira parcela do 13o salário dos aposentados do INSS e a transferência de valores não sacados do PIS/PASEP para o FGTS, com intuito de permitir novos saques. Do total, R$ 83,4 bilhões devem beneficiar a parcela mais idosa da população.

“É muito pouco diante da pandemia e seus efeitos para a economia e a sociedade brasileira”, afirmou Gleisi. “O ministro da Economia não fez qualquer aceno para ampliar a rede de proteção aos mais pobres e mais carentes”. Na esteira da defesa, pela oposição, da revogação ou flexibilização do teto de gastos, Gleisi afirmou que o governo precisa voltar a retomar os investimentos públicos “para gerar empregos e fazer a roda da economia girar.” Na sexta, o PT apresentou a proposta da revogação da PEC do Teto de Gastos entre as sugestões de medidas para conter a crise causada pela pandemia.

‘Colapso’ da economia

Preocupado com a paralisação da economia que as medidas de isolamento social podem gerar, Guedes defendeu na segunda um “meio-termo” para as medidas de reclusão, na mão contrária à recomendação de especialistas, incluindo do Ministério da Saúde, de que o isolamento é o melhor caminho. “Se ficar todo mundo em casa (a economia) entra em colapso. Se ficar todo mundo na rua também tem problemas, deve ter um meio-termo”, afirmou.