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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Governador da Bahia defende via de frente com DEM e PSDB

Equipe BR Político

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O governador da Bahia, Rui Costa (PT), viu na declaração do ex-presidente Lula na semana passada, de que o PT pode não ser cabeça de chapa na eleição presidencial de 2022, uma janela para defender a tese de que o partido tem que estar aberto a forças políticas de fora do campo progressista na construção de um adversário do presidente Jair Bolsonaro na próxima disputa nacional. “Quantos temas nós já chegamos e já discutimos com o (João) Doria (PSDB), com o Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande Sul . Não tenho nenhum problema em sentar com eles e conversar sobre pilares necessários à nação brasileira”, reiterou ele ao O Globo, em entrevista publicada nesta terça, 25.

“No futuro, é possível construir um só nome? Não é possível, então vamos de dois, vamos de três com o compromisso de quem tiver o maior reconhecimento popular e comporá uma coalizão para governar. E se não for possível no primeiro, que se faça (aliança) envolvendo eventualmente no segundo turno. Defendo esse diálogo. Acho que isso é algo didático que a população vai atender e nós vamos mostrar coesão, unidade”, acrescentou.

O governador Rui Costa. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Costa parabenizou Lula. “É uma excelente sinalização e meus parabéns ao presidente Lula”, disse, em relação à declaração do ex-presidente.

Segundo ele, se o PT optar pelo isolamento, “vamos aprofundar o pior para este país, correndo o risco inclusive da ambiência democrática”.

Costa quer ter seu nome sobre a mesa, mas afirma que ainda não é hora de testar outros. “Alguém com a minha história de vida não se declara candidato. Quem faz isso perdeu o controle da sua vaidade. Cada um de nós pode dar muita contribuição e, eventualmente, discutir lá na frente quais são os nomes possíveis de conduzir essa aliança. Pretendo manter meus pés no chão”.

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