Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Governador de NY faz apelo por suprimentos para enfrentar pandemia

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

O Estado de Nova York, epicentro de disseminação do coronavírus nos Estados Unidos, tem realizado uma operação de guerra com a escalada vertiginosa da doença em seu território. O governador do Estado, Andrew Cuomo, afirmou em coletiva de imprensa sobre a situação, que o Estado ainda não atingiu o pico de contaminações. 

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, na coletiva desta segunda

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, na coletiva desta segunda Foto: Reprodução/Youtube Washington Post

Cuomo fez um apelo, afirmando que o Estado precisa de suprimentos imediatamente. “Se você esperar para se preparar quando a tempestade chegar, é tarde demais. Você precisa se preparar antes de chegar. E neste caso a tempestade é quando chegarmos ao ápice da curva de contaminação”, disse nesta segunda-feira, 30. 

A afirmação do governador veio seguida de críticas e um apelo aos Estados americanos por união no combate à doença. “Agora é Nova York que sofre, mais tarde serão outros lugares”, disse. “Nenhuma política, nenhum partidarismo, nenhuma divisão. Não há tempo para isso. Vamos mostrar uma união que este país não vê há décadas.” O governador reclamou da competição interna entre os próprios Estados americanos e hospitais particulares por respiradores que tem aumentado os preços. “Estamos competindo para comprar suprimentos basicamente do mesmo lugar, que é a China, ironicamente. Estamos levando os preços para cima. Quando começamos a comprar respiradores, eles custavam menos que 20 mil dólares. Agora custam mais que 50 mil se você conseguir achá-los.”

Cuomo pediu que as pessoas sigam as recomendações e afirmou o seu Estado aumentou a quantidade de testes realizados. Segundo ele, Nova York tem testado pacientes para o coronavírus em uma taxa maior que a China e até a Coreia do Sul per capita. “Temos meses de dados sobre a epidemia. Ouçam os cientistas, ouçam os profissionais de saúde e sigam os dados. É isso que estamos fazendo em Nova York.”