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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Governador e prefeito de NY criticam ajuda econômica

Equipe BR Político

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Nos Estados Unidos, onde o surto de coronavírus chegou em um patamar avançado no últimos dias e uma grande quantidade de mortes diárias passou a ser registrada, as tensões políticas pela distribuição de recursos para conter a crise começaram a ecoar.

Na quarta-feira, 25, um pacote de US$ 2 trilhões para a estabilização econômica dos Estados e municípios foi aprovado pelo Congresso americano. O montante destinado ao Estado de Nova York, no entanto, não agradou o governador Andrew Cuomo. A ajuda de US$ 3,1 bilhões destinada ao Estado foi classificada como “terrível” pelo governador. Segundo ele, o valor é muito abaixo do suficiente para socorrer o Estado, cuja capital concentra cerca de um terço dos casos de coronavírus nos Estados Unidos. Nas últimas 24 horas, Nova York registrou 100 mortes por coronavírus e os Estados Unidos tornaram-se o país com maior número de casos de coronavírus no mundo.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo

O governador de Nova York, Andrew Cuomo Foto: Eduardo Munoz Alvarez/AFP

É previsto que e redução do ritmo econômico reduza a arrecadação do Estado em entre US$ 9 e 15 bilhões. O prefeito da cidade de Nova York, Bill de Blasio, fez coro, e chamou de “imoral” a divisão do recurso para ajudar as administrações estaduais e municipais na crise. Segundo ele, apenas US$ 1 bilhão iria para a cidade. De Blasio afirmou que planeja pedir ao presidente americano Donald Trump, que é natural da cidade, que “concerte a situação”.

Assim como no Brasil, o presidente americano tem criticado medidas de isolamento, mesmo com os números de contaminações e mortes subindo exponenciamente. Governadores e prefeitos, em seu lugar, têm assumido a dianteira decretando fechamento de comércios para tentar conter a disseminação do vírus. Aqui no Brasil, nesta quinta-feira, 26, governadores de 24 Estados e do Distrito Federal publicaram uma carta ao presidente Jair Bolsonaro pedindo sua colaboração e solicitando ajuda federal e a tomada de diversas medidas pelo governo para conter a crise.

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