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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Governadora do PT diz que RN ficará ‘ingovernável’ se não reformar Previdência

Marcelo de Moraes

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Uma das principais opositoras da reforma da Previdência durante o governo de Michel Temer, a então senadora e hoje governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), defendeu a necessidade de o Estado aprovar o projeto sobre o tema enviada por ela para a assembleia local. Na mensagem que mandou para os deputados estaduais, na abertura dos trabalhos do Legislativo, ela afirma que “vamos enfrentar o desafio da reforma da Previdência”. E se justifica dizendo que a mudança constitucional Federal obrigou Estados a mostrarem que não têm déficit ou que adotaram medidas para saná-lo ao longo do tempo.

Foto: Governo do RN

“Caso isso não ocorra, ficarão impedidos de receber transferências de recursos federais como empréstimos, convênios, entre outros. Ou seja, o Estado que não realizar reforma ficará ingovernável”, disse a governadora na mensagem.

Pela posição dura adotada contra a reforma nos tempos de Congresso, Fátima passou a ser alvo de críticas. E sua decisão de não levar pessoalmente a mensagem para a assembleia também causou queixas. No dia anterior, a governadora já anunciara que não iria para não “acirrar uma discussão que está em plena negociação, que é o caso do projeto de reforma da Previdência”, disse, se referindo aos protestos dos servidores públicos em relação à medida. “A minha luta com estes, que são companheiros de uma vida inteira, é, e sempre será, reforma no campo do diálogo”, acrescentou.

“Nós lutamos no plano nacional contra a reforma da maneira como foi concebida e aprovada. Mas perdemos no Congresso, fomos derrotados. A função que ocupo hoje com muito orgulho, de governadora de todos os potiguares, não me permite escolhas. Eu sou obrigada a cumprir a lei”, disse, explicando a defesa da proposta.

“Há muita desinformação em torno desse assunto, mas precisamos esclarecer as pessoas: a reforma é obrigatória, é necessária. O que está ao nosso alcance para amenizá-la (como diminuir o impacto nos salários menores de ativos e inativos) nosso Governo está fazendo”, afirmou.