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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Governadores e presidente não estão na mesma página

Alexandra Martins

Ao se despedir dos governadores da Amazônia Legal presentes em reunião nesta terça, 27, o presidente Jair Bolsonaro deixou a impressão de que as partes não estão na mesma página. Enquanto os primeiros expuseram a necessidade de fazer caixa para combater incêndios e desmatamento, utilizando os mais variados argumentos, como o de que os índios se suicidam em Tocantins porque desejam a vida dos jovens urbanos, Bolsonaro insistia no discurso de defesa da soberania nacional, com ajuda do ministro Augusto Heleno (GSI), que chegou a citar “a penúria” econômica de ex-colônias francesas. Nessa hora, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), resumiu o sentimento de parte dos presentes: “Estamos perdendo muito tempo com Macron”. Além de lamentar que a ajuda do G-7, de R$ 87 milhões, era “pouca”, concluiu que “devíamos pedir mais”. Flávio Dino foi direto: “Não podemos rasgar dinheiro”.

Durante toda a entrevista, Bolsonaro fez mais referências ao volume de terras indígenas demarcadas no País, criticando o que chamou de “indústria da demarcação das terras indígenas”, do que ao problema das queimadas criminosas. No final do encontro, informou que o ministro Onyx Lorenzoni vai elaborar um pacote de medidas para a região até quinta-feira, 29, para envio às partes.

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