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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Governo calcula liberar R$ 28 bi na economia contra quebradeira diante da pandemia

Equipe BR Político

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Para evitar quebradeira na economia diante do avanço da pandemia do coronavírus, o governo anunciou na quinta, 12, a liberação de R$ 28 bilhões para dar fôlego à economia. Uma das medidas é a antecipação da primeira parcela do 13.º aos segurados do INSS em abril, o equivalente a R$ 23 bilhões, informa o Estadão. Também houve acordo para a liberação de R$ 5 bilhões para ações na área de saúde. Uma reunião para discutir a ajuda aos Estados e municípios também nessa área será feita hoje. Nos Estados Unidos, o FED, banco central americano, anunciou ontem uma injeção de US$ 1,5 trilhão no mercado financeiro.

O ministério também vai propor na semana que vem ao Conselho Nacional de Previdência Social a redução do limite de taxa de juros para empréstimos consignados em folha de pagamento dos beneficiários do INSS. Há também a possibilidade de uma nova liberação imediata de parte do FGTS para os trabalhadores.

Do lado do crédito, os bancos públicos acenaram com linha para capital de giro e também compra de carteiras de bancos pequenos e médios – que costumam ser mais afetados nas crises. O Banco do Brasil também dará suporte para que empresas consigam quitar empréstimos externos, diante da escalada do dólar. Uma das medidas que sofre resistência da equipe econômica é a desoneração da folha de pagamento das empresas aéreas, cujas ações desabaram ontem na Bolsa de São Paulo, e também a ideia de zerar o PIS/Cofins do querosene de aviação e o fim do adicional na tarifa de embarque de voos estrangeiros. Entretanto, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, já avisou que não há espaço no Orçamento para reduzir a carga tributária de empresas como resposta à crise.

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