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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Governo de SP congela cirurgias eletivas em meio a aumento de casos de covid-19

Equipe BR Político

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Na esteira do aumento de casos e internações pela covid-19, o secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, anunciou nesta quinta-feira, 19, que o governo baixou um decreto que impede que hospitais tanto públicos quanto privados no Estado de desmobilizar qualquer leito reservado ao atendimento de casos da covid-19 e volta a proibir novos agendamentos de cirurgia eletivas. “Estamos frente a dados que sinalizaram tanto o aumento do número de casos, como o de internações”. Os dados da secretaria mostram a taxa de ocupação dos leitos de UTI em 43% no Estado. Na grande São Paulo, ela é de 49,7%.

O governador de São Paulo, João Doria

O governador de São Paulo, João Doria Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez uma fala em tom sério durante a coletiva, pedindo responsabilidade e apelando para que se pare de realizar festas. “Nada contra o momento da alegria, mas estamos perdendo vidas no momento no Brasil. Mais de 500 vidas se perdem diariamente, são três aviões lotados de pessoas morrendo todos os dias. Ou será que vamos banalizar isso?”, disse. “Temos que ser responsáveis em relação a esta pandemia e evitar o contágio. O vírus não descansa, não estaciona. Ele acelera se as pessoas não usarem máscara, se aglutinarem, não lavarem as mãos, não utilizarem álcool em gel, se insistirem em aglutinações inadequadas no momento errado, para celebrar o que quer que seja, um aniversário, uma festa, um movimento, uma conquista.”

Além de Doria, o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 José Medina também fez um apelo pela adoção de medidas pela população para evitar contaminação no momento em que a segunda onda ameaça o País. Assim como disse mais cedo o secretário executivo do Centro, João Gabbardo, Medina afirmou que o principal fator que faz com que o número de infectados cresça é a realização de festas e aglomerações e mencionou também a campanha eleitoral como fator agravante.

“Talvez a campanha eleitoral que envolveu mais de 500 mil candidatos no Brasil todo tenha contribuído bastante para esse aumento do número de casos que aconteceu no Estado de São Paulo e está acontecendo em todos os Estados brasileiros de maneira concomitante”, disse.

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