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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Governo faz mudanças no cinema brasileiro

Equipe BR Político

O presidente Jair Bolsonaro disse que pretende transformar a Ancine em uma secretaria vinculada a algum dos ministérios do governo e disse que ela terá “filtros culturais” para a seleção do que será fomentado pelo órgão. “A cultura vem para Brasília e vai ter um filtro, sim. Já que é um órgão federal, se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos ou extinguiremos. Não pode é dinheiro público ser usado para fazer filme pornográfico”, afirmou se referindo ao filme Bruna Surfistinha, que já havia sido criticado por ele ontem. Questionado sobre que tipo de filtro será usado, Bolsonaro disse que são filtros culturais e citou como exemplo histórias que retratem os “heróis nacionais”, segundo o Broadcast Político.

Outras mudanças relacionadas ao cinema brasileiro foram publicadas hoje no Diário Oficial da União (DOU). O governo reduziu pela metade a participação de representantes da indústria cinematográfica no Conselho Superior do Cinema, órgão responsável por elaborar a política nacional para o setor. Também reduziu de seis para três o número de representantes do setor, e da sociedade civil no colegiado: de três para dois representantes. Os integrantes do conselho não recebem salário. Agora, o governo terá maioria na composição do conselho: serão sete ministros, e cinco integrantes do setor e da sociedade civil. No mesmo decreto, Bolsonaro cumpriu o que anunciou ontem e também transferiu o conselho do Ministério da Cidadania, que engloba a antiga pasta da Cultura, para a Casa Civil da Presidência da República, chefiada pelo ministro Onyx Lorenzoni.

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