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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Greenpeace dá ‘boas-vindas’ a Salles em Paris

Equipe BR Político

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi recebido com protesto de 20 ativistas do Greenpeace França em frente à casa do embaixador brasileiro em Paris, onde tinha reunião com empresários do país nesta quinta-feira, 26.

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, é recebido com protesto de ambientalistas do Greenpeace em Paris.

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, é recebido com protesto de ambientalistas do Greenpeace em Paris. Foto: Jérémie Jung/Greenpeace

Os manifestantes exibiam faixas com diversas frases, entre elas “Bolsonaro Assassino da Amazônia” e “França cúmplice”. Um veículo exibindo imagens da floresta amazônica em chamas foi posicionado na frente da residência, dificultando o acesso. Além disso, de acordo com os ativistas, cerca de 100 alarmes sonoros foram transmitidos ao pátio interno da casa, para lembrar ao ministro “que sua inação climática não passará despercebida”.

Especialista em agricultura do Greenpeace França, Suzanne Dalle definiu a reunião de Salles como um contra-ataque do governo brasileiro. “Ao enviar seu ministro do Meio Ambiente em turnê para conhecer as grandes empresas, Jair Bolsonaro tenta preservar as relações comerciais de seu país e melhorar a imagem do governo brasileiro, mas não engana ninguém “, disse à Rádio França Internacional.

Logo após marcar presença na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, Paris é a segunda parada do ministro em um roadshow para tratar da crise internacional envolvendo a Amazônia e promover ações do governo Bolsonaro.

Antes do evento das Nações Unidas, Salles esteve em Washington, onde também enfrentou resistência por parte de ONGs. Em seu compromisso na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, foi recebido com gritos de “vergonha!” por uma dezena de manifestantes avessos à política ambiental brasileira, das organizações Greenpeace, Code Pink, Brazilians for Democracy and Social Justice e Amazon Watch.

Também o Greenpeace, em parceria com o Observatório do Clima e o Climainfo, produziu uma cartilha para rebater informações falsas divulgadas pelo ministro no exercício do cargo. Chamado de “O Fakebook de Ricardo Salles”, o documento tem 35 páginas.

Segundo a ONG, o objetivo era criar um documento compacto, que mostrasse alguma das inconsistências do político, mas acabaram “precisando de 35 páginas”.