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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Grupo de Lima contra o Foro de São Paulo

Equipe BR Político

Em reunião que contou com a presença do chanceler Ernesto Araújo e do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, o Grupo de Lima “elevou o tom” contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela e contra os partidos políticos da América Latina que “apoiam” o atual regime venezuelano, em especial aqueles que irão integram o Foro de São Paulo. No texto, o grupo condena “fóruns e movimentos que atuam em defesa do regime ditatorial ilegítimo de Nicolás Maduro”, citando o foro e o acusando de tentar impor uma agenda socialista na região.

Coincidência ou não,  o Foro de São Paulo esteve na boca da ala olavista do governo nos últimos dias. O “guru” Olavo de Carvalho tem citado recorrentemente o grupo, inclusive dizendo que a CPI proposta na Câmara sobre o tema deveria ser mais importante para Eduardo Bolsonaro que a embaixada brasileira em Washington. O presidente Jair Bolsonaro também fez questão de citar o foro, que se reúne em Caracas na próxima quinta-feira. “Na próxima quinta, membros do Foro de São Paulo, criado por Fidel Castro, Lula, FARC, entre outros partidos de esquerda e facções criminosas com objetivo de dominar a América Latina, se reúnem em Caracas-Venezuela para discutir seu projeto de poder totalitário”, escreveu.