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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Grupos liberais se afastam do bolsonarismo

Vera Magalhães

Com a ascensão do bolsonarismo ao poder, ganhou relevo uma direita que se diz liberal na economia, mas conservadora nos costumes. Essa pauta conservadora e altamente ideologizada, implementada por Jair Bolsonaro e defendida pela ala mais ruidosa de seus ministros, começa a ganhar a oposição, nas redes sociais, nas ruas e até no Congresso, de movimentos liberais também nos costumes, que defendem a liberdade econômica e individual em todas as esferas. Grupos como o Livres e o MBL (Movimento Brasil Livre) começam a fazer dessa bandeira uma forma de marcar uma distinção com a direita bolsonarista, mostra reportagem especial do Estadão nesta segunda-feira.

“As diferenças no movimento liberal e na centro-direita estão aparecendo com mais clareza. A esquerda estava sempre dividida, mas, na hora da eleição, via qual era a melhor opção. Esse é um dos desafios dos diferentes movimentos liberais hoje”, disse ao jornal o economista Paulo Gontijo, presidente do Livres.

O Livres tem sete parlamentares ligados ao movimento, de diferentes partidos. O MBL, que chegou a flertar com a ideia de se tornar um partido, tem 3 deputados na Câmara.