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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Guedes admite que ‘desafio bonito’ é fazer dinheiro chegar na ponta

Equipe BR Político

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu no sábado, 28, haver um desafio hoje na administração pública para que as medidas econômicas direcionadas à população pobre sejam executadas o mais rápido possível em meio à pandemia do coronavírus. Nas contas do titular da pasta, no entanto, isso só deve ocorrer nas próximas duas semanas. “Se daqui a duas semanas esse dinheiro chegar, nós estamos passando no teste. Se não chegar esse dinheiro, nós estamos falhando no teste. Porque a hora é agora, esse dinheiro tem que começar a chegar já porque o impacto da onda de saúde já chegou”, afirmou ele em live com integrantes da XP Investimentos.

Para Guedes, esse desafio é até “bonito” porque, segundo ele, o setor público tem imagem desgastada perante a opinião pública. “É ate um desafio bonito à frente do setor publico porque o que acontece é que sua imagem estava muito atingida, com privilégios, com estabilidade no emprego, uma Previdência generosa, quando o povo brasileiro sofreu duas recessões seguidas, o desemprego foi a 16 milhões de brasileiros, 40 milhões sem carteira assinada, enquanto isso o funcionalismo publico teve aumentos reais 17 anos seguidos”, disse.

No pacote “desafiante”, o ministro inclui a inversão do lema liberal de sua equipe para “mais Brasília, menos Brasil”. “A formulação (das medidas emergenciais à população carente) foi rápida. Nós invertemos, estávamos indo na direção das (reformas) estruturantes de austeridade fiscal e sustentabilidade e, de repente, tivemos que fazer uma mudança de 180 graus. Fomos na outra direção: como pegar 4,8% do PIB e despejar na economia rapidamente em menos de 3 ou 4 semanas, e o desafio da execução está na nossa frente”.

 

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