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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Guedes ainda não viu ‘Parasita’

Vera Magalhães

Antes de fazer o mea culpa que fez quanto à sua declaração chamando servidores públicos de “parasitas” –o que ele insiste ter sido uma declaração tirada de contexto — o ministro Paulo Guedes recebeu cobranças enfurecidas de parentes e amigos. “Meu pai era servidor público, minha mãe, minha madrinha, tenho sobrinhos e amigos servidores públicos”, disse ele nesta manhã ao BRP.

O ministro lembra que para uma família de classe média, como a sua, o concurso público era o caminho para se progredir econômica e socialmente. Por isso, diz ele, é necessário que haja a crítica aos governos que gastam mais do que arrecadam em salários, e o aspecto “parasitário” dessa relação.

Cena do filme 'Parasita', de Bong Joon Ho

Cena do filme ‘Parasita’, de Bong Joon Ho Foto: Reprodução/Pandora Filmes

Assim como as críticas, o ministro teve de lidar com memes e piadas depois da vitória do filme Parasita no Oscar. Diante de uma do gênero que mandei para ele, o ministro me confessou não ter assistido o vencedor da premiação. “Preciso assistir”, admitiu.

O filme suscitou um debate mundial a respeito das contradições do capitalismo num país como a Coreia do Sul, tida como exemplo de meritocracia e sistema educacional eficiente, mas que tem na desigualdade social um indicador que contraria os demais. Artigo de Fábio Palácio, doutor em comunicação pela USP, para a Ilustríssima, da Folha, trata desses aspectos.

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