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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Guedes de volta pressionado por gastos

Vera Magalhães

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A volta do ministro Paulo Guedes (Economia) ao batente coincide com um aperto da pressão por gastos, que vem de vários setores do próprio governo e também da regra do teto de gastos federais, que, neste ano, atinge mais fortemente Legislativo e Judiciário, que deixam de contar com um colchão de amortecimento caso estourem sua cota de despesas.

Guedes retoma já nesta segunda a rotina de reunião semanal às segundas com a equipe do ministério, e as breves férias e a agenda lotada de questões polêmicas aumentam o interesse pela pauta do encontro. Na lista dos pepinos que partem do próprio governo estão as tentações do subsídio: Jair Bolsonaro já bateu o martelo pela manutenção do subsídio a painéis de energia solar em residências, cujo fim era defendido pelo Ministério da Economia e estudado pela Aneel, e estuda um novo: o que isenta templos de pagamento de energia elétrica, também contra a vontade de Guedes.

Além disso, existe uma dificuldade de fazer caber no Orçamento, e no teto de gastos, a ampliação do Bolsa Família, com o 13º do benefício. Na área social, ela se soma à pressão por um reajuste real do salário mínimo, diante do repique da inflação em dezembro. O valor de R$ 1.039 para o benefício, definido pelo governo na discussão da lei orçamentária, ficou abaixo da inflação final do ano, o que deve reabrir a discussão.

Ainda com relação ao teto, o Globo traz reportagem nesta segunda explicando o nó do fim da mãozinha que o governo dava ao Judiciário e ao Legislativo, que podiam estourar o teto até o ano passado, mas a partir deste, não mais –o que torna o cumprimento da meta ainda mais difícil.

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