Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Guedes e Maia voltam a trocar farpas e alfinetadas

Equipe BR Político

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltaram a trocar acusações, farpas e alfinetadas nesta sexta-feira, 11. Isso após passarem alguns meses em um “armistício”. Primeiro foi Maia, que disse que faria um “bolo” para comemorar um ano da não aprovação da PEC Emergencial, parada no Senado e que deve ficar para 2021. Guedes responde em audiência no Congresso Nacional, voltando a falar de um “acordo de Maia” com a esquerda contra as privatizações e que o parlamentar “atrasa” a reforma tributária.

“Como ele (Maia) tem feito cobranças públicas, vamos conversar publicamente sobre isso. O bolo de aniversário tem que ser entregue na casa dele (Maia)”, disse Guedes. “É muito fácil disfarçar desentendimentos políticos jogando a culpa para quem já fez a sua parte. Nós já fizemos a nossa.”

“Na tributária, houve interdição de um imposto particular (o imposto sobre transações). Da mesma forma que as privatizações, que ele está cobrando hoje. Ele (Maia) tem um acordo com a esquerda de impedir as privatizações”, completou o ministro.

Ao mesmo tempo em que Guedes falava na Câmara, Maia critica o governo em evento do Lide. O parlamentar afirmou que matérias como a reforma tributária foram prejudicadas devido a vontade do governo em não dar vitórias a ele. E que a PEC Emergencial “porque o que o Paulo Guedes disse que era emergencial, não era emergencial”.

“Vamos entrar em um grande abismo fiscal no próximo ano”, disse Maia. “Estamos abrindo mão de uma reforma que até a esquerda quer votar porque vai dar vitória ao Rodrigo Maia”.