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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Depois de fala sobre auxílio, Guedes volta a defender teto de gastos

Equipe BR Político

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Depois de falar em uma possível hiperinflação por conta do endividamento do País e aventar a possibilidade da prorrogação do auxílio emergencial, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender o teto de gastos nesta sexta-feira, 13. O ministro afirmou que o governo não vai aumentar impostos no 39.º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) e criticou economistas que em suas palavras são “de alto pedigree”, por sugerirem mudanças no teto.

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Gabriela Biló/Estadão

“Nós não vamos aumentar impostos. Então vamos precisar do teto de gastos. O teto virou símbolo, a bandeira contra excesso de gastos. Vamos precisar dele”, afirmou. A declaração foi dada um dia depois que o ministro admitiu que se houver uma segunda onda da covid-19 no Brasil, o auxílio emergencial será prorrogado. A fala não caiu bem no mercado. Nesta sexta, Guedes afirmou que o auxílio acaba em 31 de dezembro e a partir de então os gastos sociais do governo se concentrarão no Bolsa Família. 

Sobre a criação de um novo programa de transferência de renda, que o governo vem ensaiando, Guedes afirmou que não sairá do papel se não tiver responsabilidade fiscal. O Renda Cidadania, que o governo havia anunciado em setembro, causou polêmica depois de sugestões de pedaladas no teto ou até o furo do limite. “Vamos travar despesas, pagar pela crise. Não vamos deixar dívidas para nossos filhos e netos”, disse.