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por Marcelo de Moraes

Guedes põe na conta de secretária: ‘Seria uma insanidade privatizar o SUS’

Equipe BR Político

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O ministro Paulo Guedes afirmou nesta quinta, 29, que partiu de sua secretária Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI), Martha Seillier, mas com seu aval, a ideia de discutir a participação da iniciativa privada na construção e reforma das unidades básicas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Após repercussão negativa sobre a possibilidade de o debate abrir vias de privatização do SUS, o presidente Jair Bolsonaro revogou ontem o decreto, publicado no dia anterior com assinatura também de Guedes, que autorizava os estudos sobre as parcerias do mercado com o sistema público de saúde.

O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Gabriela Biló/Estadão

“Seria um contrassenso falar em privatizar o SUS, que é uma rede descentralizada de atendimento de saúde pública. Ponto. Esse decreto aparentemente veio da área de PPI, que estava sob coordenação na Casa Civil, passou para a Economia. A secretária Martha é seria, trabalhadora (…) (foi) iniciativa dela, que deve ter ido lá no ministério do general Pazuello (Saúde) e se entendido sobre isso”, afirmou ele em audiência na comissão mista da covid-19 do Congresso.

Guedes tentou minimizar o decreto ao colocá-lo no bolo de uma série de decisões tomadas por dia no ministério, destacando que “as coisas decisivas” vão para o Congresso.”Aparentemente, tinha mais de 4 mil UBS que iniciaram a construção e não estavam conseguindo terminar. E, da mesma forma, 168 unidades de pronto-atendimento, estava tudo isso paralisado. Então isso deve ter sido uma das dez decisões que tomamos por dia”, disse.

“Garanto que jamais esteve sob análise falar de privatizar o SUS, seria uma insanidade falar disso”, completou.

 

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