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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Guedes: ‘Previdência é fábrica de privilégios’

Equipe BR Político

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou nesta segunda, 8, que a Previdência hoje “é fábrica de privilégios e desigualdade”. Segundo ele, a “história de que a reforma da Previdência ataca os pobres não é verdade”. A página 53 da PEC da reforma mostra quem seriam os “mais favorecidos”: “Ricos tendem a se aposentar mais cedo e com maiores valores. Em geral, em especial no setor urbano, os trabalhadores socialmente mais favorecidos (maior renda, formalidade, estabilidade ao longo da vida laboral e melhores condições de trabalho) tendem a se aposentar por tempo de contribuição. Isto é, sem idade mínima, com idade média de 54,6 anos em 2018, tendo expectativa de recebimento do benefício de 27,2 anos, e com valor médio de cerca de R$ 2.231,00”. Os ricos seriam, então, os que ganham R$ 2.231.

Já os pobres: “Pobres tendem a se aposentar mais tarde e com menores valores. Já aqueles trabalhadores socialmente menos favorecidos (menor renda, maior informalidade, menor estabilidade ao longo da vida laboral, menor densidade contributiva e piores condições de trabalho) tendem a se aposentar por idade aos 63 anos em média (em 2018), o que implica uma duração média esperada de 20,1 anos, e com valor médio de aposentadoria de cerca de R$ 1.252,00”. Os pobres seriam, então, os que ganham um pouco mais da metade do que ganham os ricos.

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