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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Guedes: ‘Se a doença vier, vamos furar o teto, mas não para fazer política’

Equipe BR Político

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Após as críticas feitas pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, Paulo Guedes (Economia) deixou no ar a possibilidade de abrir mão de sua enfática defesa do teto de gastos. Guedes colocou um condicional, obviamente. Disse que “se a doença vier”, se referindo a uma nova onda de coronavírus, haverá essa possibilidade. “Se a doença vier, vamos furar teto. Mas não vamos furar o teto para fazer política”, avisou. “Dei um R$ 1 trilhão para a Saúde, mas não vou dar R$ 1 trilhão para alguém que quer ficar famoso de forma rápida.”

As críticas de Marinho a Guedes vieram em um call fechado da Ativa Investimentos com agentes de mercado, revelado pelo Broadcast Político. O imbróglio é sobre o Renda Cidadã. Marinho defende que, se for necessário, o programa de transferência de renda estará fora do teto de gastos. “Deve ser a opinião dele. O Marinho é bem informado e deve entender muito mais de política do que eu”, disse Guedes em coletiva de imprensa há pouco em frente ao edifício da pasta.

O ministro também voltou a fazer críticas ao Parlamento. Durante a semana, ele afirmou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, teria um acordo com a esquerda para não deixar andar as privatizações desejadas pelo governo, teoria novamente divulgada por Guedes.

“Tem muita coisa parada no Congresso. Os políticos não deixaram andar a privatização dos Correios, da Eletrobras e do Porto de Santos. Dizem que havia boatos de acordo de Maia com partidos de esquerda para evitar privatizações. Acordos políticos são legítimos. Também soltaram boatos de que nós na economia não tínhamos proposta de reforma tributária, e temos”, disse.