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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Há 10 meses sem se opor, Centro agora reclama de polarização

Equipe BR Político

A polarização política é um elemento presente na maioria das disputas eleitorais do Brasil e do mundo, mas, no caso brasileiro, se impõe desde que o presidente Jair Bolsonaro tomou posse, na avaliação do ex-ministro Thomas Traumann em artigo para o site Poder360. Que o digam o Supremo Tribunal Federal, o Congresso, o Ministério Público e a mídia, escreve o jornalista. Com Lula no tabuleiro, “o jogo muda”. Ele lembra que os adversários políticos de Bolsonaro tiveram esses dez meses para criticar ene posturas do presidente e seu entorno – como comparar ministros do STF a hienas, cortar verbas de universidades por critérios de balbúrdia ou escolher procurador-geral da República por lealdade familiar – e não o fizeram. Como escreveu Jean Paul Sartre, resgata, “o inferno são os outros”.

“A faixa política nem-Bolsonaro-nem-Lula pode ficar lamentando a polarização ou arregaçar as mangas e oferecer uma alternativa aos dois candidatos postos. Ou irá chegar a 2022 e escolher entre Bolsonaro e o PT”, conclui.

Ainda que não se saiba o que Lula vai fazer, a movimento de polarização entre lulismo e bolsonarismo será “pouco produtivo”, nas palavras do cientista político Sérgio Abranches, no Estadão, ao dar ao presidente e às forças que o levaram ao poder “mais longevidade e importância do que de fato ele tem”.

“Agora, se fizer uma oposição estruturada, capaz de fazer frente às investidas do governo, seria positivo. Abrir para outras correntes da oposição e de resistência ao Bolsonaro. O Lula é a liderança com maior capacidade de articular uma frente ampla contra o autoritarismo. Capacidade, ele tem. Liderança, ele tem. E a percepção estratégica da política, também. A questão é saber se ele vai querer”, afirma.

 

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