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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Helder alerta para risco de o Brasil sofrer embargos por questão ambiental

Marcelo de Moraes

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), não esconde sua preocupação com as possíveis consequências da crise entre o governo federal e os países que financiam programas de proteção ambiental, como o Fundo Amazônia. Helder teme que a troca de críticas entre o presidente Jair Bolsonaro com dirigentes da Noruega e Alemanha (maiores contribuidores do Fundo) possa causar problemas maiores do que apenas a suspensão de repasse de recursos. O Pará é justamente o Estado com o maior número de projetos financiados pelo Fundo Amazônia. “A suspensão do dinheiro do Fundo é o de menos. O problema é a mensagem que estamos passando dando a entender que o País não tem essa preocupação com o desenvolvimento sustentável. O alerta que faço é que poderemos até sofrer restrições internacionais por causa disso”, disse o governador ao BR18. “E se esses países decidirem retaliar o Brasil e organizarem a suspensão da compra de grãos ou de carne do Brasil, por exemplo? Já imaginou o que pode acontecer?”, questiona.

“Eu tenho me posicionado durante todos esses dias a favor da necessidade de construirmos um equilíbrio, gerando desenvolvimento sustentável para o nosso Estado. Assegurando que as leis sejam cumpridas, o combate ao desmatamento ilegal seja algo permanente em nosso território. É fato que o desmatamento tem aumentado na Amazônia e o Pará não é diferente. E isso me preocupa porque temos como vocação a floresta e como vocação também as atividades do agronegócio. E isto gera muito emprego no nosso Estado. No momento em que transmitimos a mensagem para o mercado internacional de que nós não estamos preocupados em compatibilizar o desenvolvimento com a sustentabilidade, o agronegócio com a preservação ambiental, isto pode nos trazer severos problemas”, afirma. “Problemas de restrições econômicas, de embargos internacionais, que, seguramente, estarão prejudicando que aqueles que produzem no nosso Estado possam exportar os seus produtos. E isso não é bom para a marca do Pará. Isto não é bom para quem deseja construir mercado, abrir fronteiras e, acima de tudo, trazer desenvolvimento. /M.M.

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