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por Marcelo de Moraes

GSI: ‘Denúncias foram trazidas por atingir integrante da família presidencial’

Equipe BR Político

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O minsitro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, publicou uma nota confirmando na noite desta sexta-feira, 23, que o órgão do governo dialogou com advogadas de Flávio Bolsonaro sobre “supostas irregularidades que teriam sido cometidas em relatórios da Receita Federal”. A informação de que o ministro e o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, participaram de reunião com advogados do filho do presidente em agosto para tratar do caso em que é investigado por esquema de rachadinahs foi revelada na noite da quinta pela revista Época.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno Foto: adriano Machado/Reuters

Heleno afirmou que as denúncias “foram trazidas ao GSI, em tese, por atingir integrante da família presidencial” em nota sobre o episódio, mas que o gabinete “não realizou qualquer ação decorrente” por entender que “dentro das suas atribuições legais, não lhe competia qualquer providência a respeito do tema”.

“Chegou ao conhecimento do GSI, de maneira informal, por meio das advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, informação acerca de supostas irregularidades, que teriam sido cometidas em relatórios da Receita Federal”, diz a nota publicada pelo ministro.

“À luz do que nos foi apresentado, o que poderia parecer um assunto de segurança institucional, configurou-se como um tema, tratado no âmbito da Corregedoria da Receita Federal, de cunho interno daquele órgão e já judicializado”, afirma. A defesa de Flávio usa as denúncias de irregularidade na Receita para tentar anular o caso que investiga o senador por suposta participação em um esquema envolvendo peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Depois da publicação sobre a reunião, parlamentares da oposição falaram em abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o uso pelo presidente Jair Bolsonaro do cargo e de órgão do governo para “livrar o filho de investigação criminal”.

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