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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Heleno diz ser ‘inconcebível’ pedido de apreender celulares

Equipe BR Político

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O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, emitiu uma nota nesta sexta, 22, em que afirma ser “inconcebível” o pedido para que os celulares do presidente da República e do filho, Carlos Bolsonaro, sejam apreendidos para perícia. Segundo ele, caso aceito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, poderá ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

O minsitro-chefe do GSI, Augusto Heleno

O minsitro-chefe do GSI, Augusto Heleno Foto: Adriano Machado/Reuters

“O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, diz Heleno, em nota.

A solicitação foi apresentada por parlamentares e partidos da oposição em notícia-crime levada ao STF no âmbito do inquérito que apura suposta interferência do presidente na Polícia Federal. O ministro Celso de Mello, relator do caso, pediu que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre assunto.

Como você leu aqui no BRP, no despacho, Mello ressaltou ser dever jurídico do Estado promover a apuração da “autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por qualquer pessoa do povo”. Os pedidos de apreensão dos celulares foram feitos em ações movidas pelo governador da Bahia, Rui Costa, e pela deputada Gleisi Hoffmann, entre outros.