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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Heleno e major, ambos com covid-19, rompem quarentena

Vera Magalhães

O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, e o major Cid, ajudante de ordens da Presidência, ambos diagnosticados com covid-19, suspenderam a quarentena e trabalharam normalmente nesta quarta-feira, 25, inclusive convivendo com o presidente Jair Bolsonaro, jornalistas, simpatizantes do governo.

O major Cid foi instado por Bolsonaro na “paradinha” do Alvorada a dizer como se sentia bem, para endossar a versão do presidente de que o novo coronavírus não abala pessoas jovens e saudáveis.

Heleno, que tem 72 anos, por sua vez, participou da reunião de Bolsonaro e outros ministros com governadores do Sudeste. Eles estavam por videoconferência, mas o general estava lá, no Planalto. Ele estava sem máscara e se sentou à mesa ombro a ombro com colegas de ministério.

A recomendação da OMS e do Ministério da Saúde é que os doentes de covid-19 fiquem de quarentena durante 14 dias. Alguns médicos recomendam que eles se submetam a novos exames antes de retomar as atividades (não se sabe se Heleno e o major fizeram exames que tenham atestado se estão curados). Mas há médicos que têm orientado os pacientes no sentido de que não são necessários exames para atestar a cura, desde que tenham sido respeitados o isolamento total e a quarentena de 14 dias a partir da detecção do vírus.

Na quarentena, os pacientes de covid-19 devem ficar isolados mesmo dos demais moradores da casa.

O teste positivo do general Heleno foi divulgado no dia 18. Os 14 dias, portanto, seriam completados apenas no dia 2 de abril. Mas o ministro disse que seu médico o liberou para voltar ao trabalho. O teste do major Cid foi ainda posterior.

Heleno, o quarto da esquerda para a direita, sem máscara e ombro a ombro com colegas

Heleno, o quarto da esquerda para a direita, sem máscara e ombro a ombro com colegas