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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Rio estuda plasma de pacientes curados para tratar coronavírus

Equipe BR Político

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O Hemocentro do Rio começa esta semana a estudar uma técnica que usa o plasma do sangue de pacientes curados do coronavírus no tratamento de pessoas com quadro grave da doença. O método, já usado nas epidemias de ebola e H1N1, passa a parte do sangue que contém os anticorpos dos pacientes curados por transfusão aos doentes, o que pode estimular o organismo a combater o vírus.

Método já foi usado nas epidemias de ebola e H1N1

Método já foi usado nas epidemias de ebola e H1N1 Foto: Brian Snyder/Reuters

Em São Paulo, os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), também começarão a testar o tratamento em humanos. Nesta segunda-feira, 6, as instituições iniciam a triagem de possíveis doadores de plasma.

O Hemorio já havia estudado a técnica em parceria com a Fiocruz e a Universidade de Pittsburgh, nos EUA, contra o vírus da dengue e obteve resultados promissores. Segundo o diretor do Hemorio, Luiz Amorim, cada bolsa de plasma coletada pode fornecer tratamento para até três pessoas. 

França, Canadá, Israel e Espanha também se preparam para usar o plasma contra a covid-19, como já está sendo feito nos Estados Unidos. Na China, o tratamento indicou bons resultados.