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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ibama reclama de falta de apoio militar em operações

Equipe BR Político

Servidores do Ibama se queixam de não estarem recebendo apoio dos militares que estão na região amazônica envolvidos na missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ambiental decretada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Segundo documento obtido pelo Globo, em três ocasiões os comandos militares se recusaram a dar suporte a operações de combate a garimpeiros ilegais. A alegação dada foi que as ações poderiam resultar na destruição de equipamentos dos infratores. Em duas das situações, as ações precisaram ser canceladas.

“Foi reportado pelos coordenadores de campo três situações em que embora as bases do GLO e as bases do GCDA (Coordenação Geral de Defesa e Área) estivessem articuladas no mesmo município e no mesmo período os Comandos Militares recusaram-se a prestar apoio devido ao fato de que a ação do Ibama pudesse acarretar destruição de bens”, diz trecho do documento.

Apesar de ter amparo legal por conta de um decreto de 2008, a destruição de equipamentos em operações de fiscalização ambiental é controverso no governo Bolsonaro. Em abril, o presidente gravou um vídeo no qual desautorizou uma ação que deu fim a equipamentos de madeireiros ilegais em Rondônia. À época, o governo chegou a anunciar que iria editar uma norma para mudar os critérios de destruição desses equipamentos.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Defesa enviou nota em que não trata diretamente do tema. A pasta afirma que “a Operação Verde Brasil, por ser uma operação conjunta, demanda a execução de ações coordenadas entre as Forças (Armadas) e agências envolvidas” e que “as tomadas de decisões são sempre em conjunto e os resultados são consolidados à medida em que são informados para o comando da missão”.