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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

IBGE: Taxa de desemprego sobe para 13,3% em junho

Equipe BR Político

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Sob os impactos da pandemia do novo coronavírus no Brasil, a taxa de desemprego no Brasil fechou o trimestre encerrado em junho em 13,3%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 6.

Homens e mulheres as 6 horas da manhã dar entrada no seguro desemprego e consulta por vaga de trabalho, na cidade de Salvador. Foto: Márcio Fernandes/Estadão

O número atinge 12,8 milhões de pessoas e indica um fechamento de 8,9 milhões de postos de trabalho em relação ao trimestre anterior, quando a taxa de desemprego ficou em 12,2%.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a taxa de desocupação cresceu 1,3 ponto porcentual.

Os dados de hoje do IBGE indicam a maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em maio de 2017, quando também ficou em 13,3%.

Desalentados

No segundo trimestre, 5,2 milhões de pessoas passaram para o grupo dos desalentados. Agora, esse grupo soma 13,5 milhões de pessoas. Entre eles estão os desalentados, grupo de pessoas que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar.

Segundo o IBGE, o número do desemprego só não foi maior porque muita gente simplesmente deixou de procurar emprego ou não estava disponível para trabalhar em meio à pandemia de coronavírus.

“É um crescimento recorde tanto na comparação trimestral quanto na anual. Há um aumento da força potencial de pessoas que apesar de não estarem procurando trabalho, elas até gostariam e quando a gente observa internamente as razões por essa não procura por trabalho, um grande contingente alega motivos ligados à pandemia”, afirma a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

 

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