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por Marcelo de Moraes

IBGE: Trabalho infantil diminui, mas ainda afeta 1,8 milhão no País

Equipe BR Político

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Em 2019, o Brasil tinha 1,8 milhão de pessoas de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil. É o que mostram os dados da Pnad Contínua sobre Trabalho de Crianças e Adolescentes divulgado nesta quinta-feira, 17, pelo IBGE.

Segundo o IBGE, crianças pretas e pardas continuam sendo as mais afetadas pelo trabalho infantil. Foto: Keiny Andrade/Estadão

Frente a 2016, o número indica que houve uma redução de 16,8% no contingente de crianças e adolescentes em trabalho infantil, quando havia 2,1 milhões de crianças trabalhando. Entre as crianças e adolescentes que realizavam atividade econômica, 45,9% estavam ocupadas em trabalho perigoso.

“A queda do trabalho infantil foi observada tanto em termos absolutos como na proporção da população, e foi ligeiramente maior para a população de rapazes e meninos, do que entre as mulheres. Essa queda maior já era de se esperar, porque há mais meninos que meninas no trabalho infantil”, explicou a gerente da pesquisa Maria Lucia Vieira.

Perfil

Quanto à faixa de idade, o total da população em trabalho infantil seguia a seguinte distribuição: 21,3% tinham de 5 a 13 anos; 25,0%, 14 e 15 anos e a maioria, 53,7%, tinham 16 e 17 anos de idade.

O trabalho infantil concentrava mais pessoas do sexo masculino (66,4%) do que feminino (33,6%). O porcentual de pessoas de cor branca em situação de trabalho infantil era bastante inferior (32,8%) àqueles de cor preta ou parda (66,1%).

Houve diferenças, também, na frequência à escola, uma vez que 96,6% da população de 5 a 17 era formada por estudantes, enquanto entre os trabalhadores infantis a estimativa baixava para 86,1%.

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