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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Idealismo da norma x realismo da ação

Equipe BR Político

O embate posto na sociedade diante das revelações das conversas entre Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato remete às lições de Maquiavel, diz William Waack em sua coluna nesta quinta-feira no Estadão: de um lado, o idealismo da norma legal, que deveria ser cumprida à risca; de outro, o realismo de juiz e procuradores, que travavam um combate à corrupção. A população parece ter escolhido um lado, o da narrativa da Lava Jato.

“O material hackeado não sugere que os expoentes da operação tivessem intencionalmente se empenhado em destruir o edifício do estado de direito. Na verdade, os dirigentes da Lava Jato se sentiam operando em terra já arrasada. Em cima dela a sociedade brasileira terá de encontrar um novo caminho, por enquanto indefinido. Difícil é imaginar um “retorno” ao que não existia: instituições funcionando dentro do devido marco legal”, escreve.