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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Impacto da reforma está em R$ 870 bilhões

Equipe BR Político

A economia esperada com a reforma da Previdência voltou a cair, e agora está em R$ 870 bilhões para os cofres da União em uma década, segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado.

A queda aconteceu após o relator da proposta no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), acolher novas mudanças que estavam previstas na PEC paralela ao texto principal. A principal delas é a revinculação de todas as pensões por morte ao valor do salário mínimo (hoje em R$ 998).

Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da proposta de reforma da Previdência no Senado

Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da proposta de reforma da Previdência no Senado Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A reforma saiu da Câmara dos Deputados com um impacto de R$ 933,5 bilhões em dez anos, de acordo com estimativas do governo divulgadas em julho. Na semana passada, Jereissati já havia feito mudanças que resultaram numa desidratação imediata de R$ 31 bilhões, como você viu no BRPolítico. Segundo o novo voto do senador, a revisão nas pensões vai tirar da economia R$ 10 bilhões a mais do que o previsto no parecer original do relator (que era R$ 40 bilhões).

O relator também retirou a possibilidade de cobrar alíquota previdenciária sobre os benefícios de anistiados políticos e a previsão de que essas indenizações não poderiam ser maiores que o teto do INSS (hoje em R$ 5.839,45). A medida subtrai menos que R$ 1 bilhão em 10 anos.

Com as novas mudanças, a desidratação no texto inicial chega a quase R$ 82 bilhões. Comparando com a economia projetada pelo governo federal, sobrariam R$ 851,5 bilhões em dez anos. O relatório, porém, fala em R$ 870 bilhões em uma década, sem maiores detalhes, de acordo com o Broadcast Político.

A partir das 12h, os senadores, pela ordem de inscrição, iniciam o debate da reforma na CCJ.