Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pedido de impeachment de Weintraub une partidos no Congresso

Gustavo Zucchi

Um grupo de cerca de 20 deputados, liderados por Tabata Amaral (PDT-SP) e Filipe Rigoni (PSB-ES), avisou que irá ao Supremo pedir o impeachment do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Apesar de ter majoritariamente nomes de partidos como PT, PCdoB, PSB, PDT e Rede, a lista também conta com parlamentares do PSDB e do MDB, siglas mais ao centro do espectro político do Congresso. O tucano Alexandre Frota (SP) e o emedebista Raul Henry (PE) foram os nomes presentes na petição inicial.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante apresentação dos resultados do Enade 2018

O ministro da Educação, Abraham Weintraub Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Além disso, os organizadores afirmam que a tendência é ganhar a aderência de mais congressistas. O pedido terá dois pilares. O primeiro são crimes de responsabilidade. A eficácia da gestão Weintraub é contestada como na omissão quanto ao uso de R$ 1 bilhão resgatados pela Lava Jato. As falhas do Enem e a execução quase nula dos recursos para alfabetização também foram citadas.

O outro pilar será a impessoalidade do cargo. O “atendimento privado” de Weintraub a apoiadores no Twitter foi o exemplo dado pela deputada Tabata Amaral. Outro fator que serve é a quebra de decoro, devido aos contantes xingamentos contra opositores, sejam parlamentares, alunos, pais e até mesmo políticos de outros países, praticados pelo ministro.

“A gente decidiu que basta, mesmo tendo divergências entre nós”, disse Tabata Amaral. “Peço que a população se mobilize, para que o presidente decida trocar Weintraub mesmo sem aguardar a decisão do Supremo”, afirmou a deputada.

Além de Rigoni, Tabata, Frota e Henry, assinaram o pedido os deputados João Campos (PSB-PE), Reginaldo Lopes (PT-MG), Professor Israel (PV-DF), Aliel Machado (PDT-PR), Rodrigo Agostinho (PSB-SP), Marcelo Calero (Cidadania-RJ), Maria do Rosário (PT-RS), Perpétua Almeida (PCdoB-AC), Margarida Salomão (PT-MG), Danilo Cabral (PSB-PE), Rafael Motta (PSB-RN), Joênia Wapichana (Rede-RR), Fabiano Tolentino (Cidadania-MG)  e os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Fabiano Contarato (Rede-ES).