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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Imposto sobre pagamentos reduz crescimento

Equipe BR Político

A chamada Contribuição sobre Pagamentos, defendida pelo secretário de Receita, Marcos Cintra, no âmbito da reforma tributária por supostamente ter a capacidade de ampliar a base tributária em até 30% teria na verdade um efeito bem mais limitado, além de perder potência ao longo do tempo e reduzir o crescimento. É o que mostram estudos científicos recentes reunidos em reportagem da Folha nesta terça-feira.

Na segunda-feira, Cintra voltou a defender a incidência do tributo, com alíquota próxima a 2% em cada “ponta”, em evento na Associação Comercial de São Paulo. Um dos estudos citados, de dois economistas do Banco Central sobre a CPMF que vigorou durante dez anos no Brasil, mostra que o tributo acaba corroendo a própria base de arrecadação, o que leva à necessidade de elevar sua alíquota ao longo do tempo.