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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Indicação ao STF é ‘igual escalar a seleção’, diz presidente

Equipe BR Político

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Em resposta a críticas que recebeu pela indicação do desembargador piauiense Kassio Marques ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro comparou, nesta segunda-feira, 5, em conversa com apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, as indicações ao Supremo com a escalação da seleção brasileira. Segundo ele, “todo mundo tem seu nome” de preferência.

O presidente Jair Bolsonaro Foto: Gabriela Biló/Estadão

Desde que a indicação foi oficializada, Bolsonaro tem feito a defesa do nome de Marques. “Tem muita crítica aí sobre quem eu estou indicando para o Supremo ou não?”, perguntou. Em seguida, repetiu as críticas ao ex-ministro Sérgio Moro como alternativa ao desembargador, como tem feito desde a última quinta-feira. “É que indicação ao Supremo para muita gente ficou igual escalar seleção brasileira. Todo mundo tem seu nome e aquele que não entrou o nome dele reclama e começa a acusar o cara de tudo. Esse mesmo pessoal no passado queria que eu botasse o Moro”, disse Bolsonaro.

A escolha de Marques para o posto desagradou parte da base de apoio do presidente, principalmente entre a bancada evangélica e militares. Pelas redes sociais, os seguidores bolsonaristas pediam um nome “conservador”para o posto. Hoje, Bolsonaro ressaltou que Marque é “católico e tem certa vivência na área militar”. O presidente ainda rebateu críticas sobre o desembargador ter tido ligações com o Partido dos Trabalhadores no passado. Ele foi indicado ao TRF-1 em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff.

“Acusam ele de comunista. ‘Ah, ele trabalhou com o PT’. O Tarcísio (de Freitas, ministro da Infraestrutura) trabalhou também com o PT. Parece que o ministro da Defesa (Fernando Azevedo) também trabalhou com o PT. Um montão de militar aqui serviu no governo do PT”, disse. Ele reforçou que é “mentira” que Marques teria votado favoravelmente para que o ativista italiano Cesare Battisti permanecesse no Brasil.

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