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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Indicado pelo Centrão para o Banco do Nordeste na corda bamba

Equipe BR Político

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Alvo de apuração no TCU sobre suspeitas de irregularidades na Casa da Moeda no total de R$ 2,2 bilhões durante sua gestão à frente da estatal, em 2018, o novo presidente do Banco do Nordeste, Alexandre Borges Cabral, indicado pelo Centrão, deve ser exonerado do cargo, informa o Estadão. Empossado ontem, Cabral foi indicado para o cargo pelo PL, de Valdemar Costa Neto, em troca de apoio do partido ao governo no Congresso. Na cerimônia, ele afirmou que sua indicação é “técnica”, mesmo argumento usado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Secretaria de Governo, general da ativa Luiz Eduardo Ramos, e se deu por causa da sua “experiência exitosa” no comando da Casa da Moeda.

Presidente da República, Jair Bolsonaro, e Alexandre Borges Cabral enquanto Presidente da Casa da Moeda do Brasil, em 2019

Presidente da República, Jair Bolsonaro, e Alexandre Borges Cabral enquanto Presidente da Casa da Moeda do Brasil, em 2019 Foto: Marcos Corrêa/PR

As suspeitas são de fraude e direcionamento de licitações em contratos no total de R$ 11 bilhões com as empresas Sicpa e Ceptis para operação do Sistema de Controle de Bebidas (Sicobe) e do Sistema de Controle e Rastreamento da Produção de Cigarros (Scorpios).

Como presidente da Casa da Moeda, segundo o relatório de fiscalização do TCU, Cabral assinou em 2018 contratos de pagamento com a empresa Sicpa, sem que fosse exigida comprovação dos custos do serviço, mesmo ciente de que administradores desta companhia eram réus em ação penal por fraude a licitação. “Possível ato de gestão temerária, devido ao pagamento de serviço com possível sobrepreço”, escreveram os auditores.