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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Informações desencontradas sobre a saúde de Trump

Equipe BR Político

O estado de saúde de Donald Trump é foco de informações desencontradas por parte dos médicos que atendem o presidente dos Estados Unidos, seus assessores na Casa Branca e na campanha e até o perfil oficial do republicano no Twitter, que, na noite deste sábado, postou um vídeo com Trump no que parece ser um gabinete, e não um quarto de hospital, e dizendo estar bem, mas sem esclarecer quando ele foi gravado.

Não há transparência a respeito de quando o presidente dos EUA foi diagnosticado com a covid-19. O médico da Casa Branca chegou a dar a entender que a confirmação de que Trump estava com o novo coronavírus se deu ainda na quarta-feira. Ele falou em 72 horas do diagnóstico, mas depois voltou atrás, dizendo que se equivocou com as datas.

“O presidente recebeu diagnóstico de Covid-19 na noite de quinta-feira, 1º de outubro, e recebeu o coquetel de anticorpos [da empresa farmacêutica] Regeneron na sexta-feira, 2 de outubro”, diz comunicado divulgado pela Casa Branca e assinado pelo médico.

Ele também foi evasivo quanto ao uso ou não de oxigênio suplementar por Trump. Afirmou que ele não está recebendo ventilação neste sábado e não recebeu desde que foi internado, mas não esclareceu se o presidente precisou de oxigênio extra ainda antes de ser levado ao hospital.

O estado de saúde de Trump também motivou bateção de cabeça entre a equipe médica e assessores de Trump. Enquanto o médico procurou tranquilizar a imprensa, mesmo diante da confirmação de que o republicano estava recebendo Redemsevir, o que indica um quadro grave, o chefe de gabinete da Presidência, Mark Meadows, chegou a dar notícias alarmantes sobre o estado do chefe, que chamou de “muito preocupante”.

“Os sinais vitais nas últimas 24 horas foram muito preocupantes, e as próximas 48 horas serão críticas para o seu tratamento. Nós ainda não estamos em um caminho claro para a recuperação”, afirmou o assessor, também na saída do hospital Walter Reed.

Diante das contradições que ganharam manchetes no mundo todo, apareceu o vídeo de Trump, cuja data de gravação é incerta. “Quando eu cheguei aqui, eu não me sentia tão bem. Agora me sinto muito melhor. Nós estamos trabalhando duro para que eu me recupere completamente. Eu tenho que voltar porque ainda temos que tornar os Estados Unidos grande de novo. Acho que vou voltar em breve e estou ansioso para retomar a campanha”, diz. Ele apareceu vestido de terno e gravata e sentado a uma mesa, mas bastante pálido.