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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Inquérito das fake news nas mãos de Toffoli

Equipe BR Político

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta, 28, deixar com o plenário da Corte a decisão sobre a continuidade ou não das investigações do inquérito das fake news. Por enquanto, não há previsão de quando o tribunal vai analisar o tema, informa o Estadão. Ao submeter o caso para o colegiado, Fachin optou por não conceder a liminar pedida pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, para suspender imediatamente a apuração, que atingiu empresários e aliados do presidente Jair Bolsonaro.

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Ontem, a Rede apresentou uma petição ao ministro a Fachin para que interpele Aras sobre qual entendimento deve prevalecer sobre o inquérito das fake news na Corte. Fachin é relator de uma ação do partido que questiona a investigação aberta em março de 2019 sob a justificativa genérica de apurar fake news e ameaças a ministros da Casa e familiares.

Como você leu mais cedo aqui no BRP, é preciso que o presidente da Corte, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, relator do inquérito, e os demais ministros da Corte se reúnam em sessão administrativa, imponham limites ao inquérito que já serviu desde para censurar uma revista até para fazer busca e apreensão na casa de um ex-procurador-geral da República (as coisas são tão frenéticas no Brasil que talvez não lembremos do capítulo de Rodrigo Janot ameaçando matar Gilmar Mendes e depois se suicidar dentro do plenário do STF!) e se organizem para resistir à conclamação de Bolsonaro a um golpe de Estado.

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