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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Inquérito prejudica imagem do Supremo

Marcelo de Moraes

Em sua coluna no Estadão, João Domingos avalia que o inquérito instaurado pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli, para investigar ataques aos ministros da Corte já está se voltando contra a própria imagem da instituição. “Ao chegar à presidência do STF, Toffoli prometeu que tentaria pacificar a Corte, trazendo-a para decisões mais técnicas, dando-lhe, de fato, a condição de poder moderador, uma decisão política sensata. Mas, aí, veio a ordem para que fosse instaurado inquérito para apurar ataques a ministros do STF e familiares. Uma aberração, disseram juristas, integrantes do Ministério Público, ex-ministros do STF e até ministros da Corte. Caberá ao STF acusar, processar e julgar, o que remeteria à Inquisição”, escreve o colunista.

Na sua visão, a situação ficou pior ainda depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes de mandar retirar do ar reportagem da revista Crusoé e do site O Antagonista sobre uma investigação da Lava Jato, que cita um documento no qual Marcelo Odebrecht diz que Toffoli era conhecido como “o amigo do amigo do meu pai”. A ordem de Moraes foi interpretada como ato de censura e acabou sendo revista depois da gritaria geral. “Pressionado, Moraes revogou a proibição. Toffoli insiste em manter o inquérito. Moraes foi político. Toffoli está sendo corporativo. O que, em vez de proteger o STF, compromete a imagem da instituição”, conclui João Domingos.

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