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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Investigado, blogueiro bolsonarista diz ter deixado o Brasil

Cassia Miranda

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O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, dono do site de extrema-direita Terça-Livre, informou na madrugada desta sexta-feira, 31, que está “fora do País”. A declaração foi feita durante transmissão ao vivo pelas redes sociais, que também teve participação da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), do boslonarista Bernardo Küster e do americano Ryan Hartwig, ex-funcionário da Google que teria denunciado a empresa por suposta censura a conservadores na internet.

Allan dos Santos. Foto: Reprodução/Youtube

Investigado no inquérito das fake news, que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), Allan afirmou que há um grupo que quer “cassar” o presidente Jair Bolsonaro. Sem apresentar provas, ele afirmou que se algo vier a acontecer contra ele ou seus familiares, a responsabilidade é deste mesmo grupo.

“Quero dizer aqui para todos, que se alguma coisa acontecer comigo ou com a minha família, só veio dessas pessoas e grupos: embaixada da China em Brasília, embaixada da Coreia do Norte em Brasília, do (Antônio Carlos) Kakay – que é do Partido dos Trabalhadores -, do (ministro Luís Roberto) Barroso ou do Alexandre (de Moraes, ministro do STF), não tem como vir de outra pessoa”, disse.

Na sequência, ele afirmou estar “fora do País”. “Tô sim colocando a minha vida em risco dando essa informação, porque eu tenho essa informação e tô aqui transmitindo para vocês. A única maneira de eu transmitir essa informação era fora do País, e hoje eu estou fora do País, seguro, e tô aqui trazendo essa notícia para vocês”, afirmou.

Ainda sem provas, Allan também acusou autoridades de “provavelmente” ter colocado uma escuta telefônica em sua residência durante mandado de busca e apreensão no âmbito do inquérito das fake news, que é relatado no STF pelo ministro Alexandre.

“Eles querem cassar o presidente Bolsonaro, eles estão fazendo escuta telefônica, fizeram duas buscas e apreensões na minha casa para colocar escuta. Ninguém teve duas buscas e apreensões, a minha casa, eu creio, foi a única. Porque eles colocaram uma escuta na primeira busca e apreensão e tiraram na segunda, provavelmente, provavelmente. Então, eles fizeram de tudo para obter qualquer tipo de informação que pudesse criminalizar o presidente Bolsonaro e utilizar isso no TSE, até agora não encontraram. Inclusive, quebraram sigilo bancário, o meu sigilo bancário para tentar encontrar alguma coisa, e não encontraram. São criminosos, eles não respeitam a democracia, não respeitam a liberdade”, disse em trecho do vídeo.

Bloqueio nas redes

O anúncio de Allan ocorre na sequência de contas nas redes sociais ligadas a bolsonaristas terem sido novamente bloqueadas, agora, internacionalmente. A determinação partiu de uma nova ordem do ministro Alexandre de Moraes.