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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Com Irmã Dulce, Bolsonaro se afasta da agenda católica

Equipe BR Político

Primeiro, o presidente Jair Bolsonaro não vai ao Vaticano acompanhar a canonização da Irmã Dulce neste domingo, 13. Ele cancelou também a visita a Salvador para primeira celebração no Brasil pela nova santa brasileira, que ocorrerá no dia 20 de outubro, “em decorrência de ajustes na agenda”, como informou a Secretaria de Comunicação da Presidência.

Assim, Bolsonaro se ausenta da programação católica, ao mesmo tempo em que tem se aproximado dos compromissos evangélicos, grupo com forte presença em sua base eleitoral. Eventos evangélicos e encontros com representantes de igrejas da religião têm peso na agenda presidencial e ganharam espaço privilegiado nos nove primeiros meses de governo, como você viu no BRP.

Presidente da República, Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

O vice-presidente Hamilton Mourão é o representante do Planalto que vai marcar presença na canonização da freira baiana. Além dele, uma longa lista de políticos integra a caravana para Santa Sé, que partiu na quinta-feira, 10.

Em julho, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo de Barros, havia confirmado o comparecimento de Bolsonaro à solenidade que será conduzida pelo papa Francisco. Na ocasião, Barros alegou que a ida reforçaria o compromisso presidencial “na importância de o Brasil ser um Estado laico”.

Para não desguarnecer completamente o calendário do catolicismo, está previsto que o presidente compareça à festa da Padroeira de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, neste sábado, 12. “Em razão até de uma impossibilidade de que ele participe da cerimônia para a Santa Irmã Dulce em Salvador, o presidente entendeu a importância de se fazer presente em eventos de fé católica”, disse o porta-voz da presidência.